sábado, 28 de janeiro de 2012

O que explica os ataques de raiva dos humanos contra seus mascotes, como a lei pode punir os agressores com mais rigor, e quem são os animais que atuam como terapeutas





A recente onda de violência praticada contra a animais domésticos inspirou uma reação inédita no país: das redes sociais nasceu o movimento Crueldade Nunca Mais, que no dia 22 de janeiro tomou as ruas de várias cidades. Os manifestantes exigem leis que punam os agressores com maior rigor. Na reportagem de capa da edição de fevereiro, Época São paulo mostra quem são e como trabalham alguns dos cães que ajudam a melhorar a qualidadede vida de doentes, idosos e crianças com dificuldades motoras, traz noções de primeiros socorros para animais acidentados e um teste para sabers e você entende de posse responsável, além de um guia para a escolha do cão ideal para apartamento, uma galeria de produtos para deixar seu pet ainda mais feliz e, por fim, uma nova profissão em alta: dog sitter, a babá do totó.

01. Chega de crueldade
Eles estão pagando o pato por serem amigos e fiéis. Mas também podem “anjos de patas” que salvam vidas

Dona Maria, que vive no lar Padre Vicente Mellilo,
abraça o cão Namour. Ele ajudou em seu tratamento

O valente Titã tinha só quatro meses quando foi enterrado vivo por seuprimeiro “dono”. Cão sem raça definida (SRD), ele foi resgatado por um integrante da Associação de Proteção aos Animais após uma denúncia anônima. Dois meses depois, ganhou uma família nova. A saga de Titã (nome de um deus da mitologia grega) teve como cenário a pequena Novo Horizonte, cidade próxima a São José do Rio Preto, a cerca de 400 quilômetros da capital. A repercussão do caso, no entanto, comoveu o país.

À polícia, seu agressor alegou que o cão estava morto e por isso decidiu enterrá-lo. A investigação mostrou que o animal seria assassinado, seguindo o destino de outros dois cães do mesmo homem. Indiciado no artigo 32 da Lei Federal 9.605 (Lei de Crimes Ambientais), ele responderá por maus-tratos. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa.

Raramente alguém vai para a cadeia por maltratar animais no Brasil. Em São Paulo, Dalva Lina da Silva, de 42 anos, foi detida em flagrante quando deixava na calçada da rua em que mora, na Vila Mariana, os corpos ensacados de 35 cães e quatro gatos. À polícia, ela disse ter sacrificado “alguns animais” para ajudá-los, uma vez que todos eles estariam sofrendo. Dalva também afirmou não saber que isso é crime. Solta após prestar depoimento, ela responderá por maus-tratos em liberdade.

Da lista de crueldades contra animais praticadas recentemente, o episódio mais deplorável foi o espancamento, até a morte, de um cão da raça yorkshire por uma enfermeira da cidade de Formosa (GO). A violência, registrada em vídeo e divulgada na internet, ocorreu na frente de uma criança, filhada agressora.

Felizmente, nem mesmo as piores notícias andam sozinhas no mundo animal. Enquanto o país se choca com os atos de crueldade, uma parcela crescente de brasileiros recebe todos os dias as bênçãos do convívio com animais domésticos. São deficientes ou portadores de doenças graves que encontram na mansidão de um bicho peludo e arfante uma razãode viver. Não faltam relatos comoventes de pessoas cuja vida foi transformada pela terapia assistida por animais. A técnica começou a ser utilizada noséculo XVIII, na Inglaterra.

No Brasil, o interesse é mais recente: surgiu na década de1960 e apenas em 1990 foram feitos os primeiros estudos científicos. “Foi a médica Niseda Silveira quem falou sobre o gato como coterapeuta, possibilitando o aumento na motivação dos pacientes durante as sessões”, diz a médica veterinária Luciana Deschamps, diretora da Clínica Sr. Gato, em Pinheiros. Hoje, a terapia assistida por animais (TAA) é levada a sério por profissionais da área de saúde, inclusive em hospitais. “O animal faz parte do tratamento, buscando melhorar a saúde física, emocional e social.”

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cão preso em buraco é resgatado em Osasco.

Cão preso em buraco é resgatado em Osasco. Assista


Preso em um buraco minúsculo entre uma banca de jornal e o chão, em Osasco (Grande São Paulo), um cão precisou da ajuda de um grupo de defensores dos animais para ser resgatado. Na manhã do último sábado, avisados pela proprietária da banca, um grupo de pessoas passou 20 minutos tentando retirar o animal do buraco. Rafael Ernandi, jornalista que acompanhava o grupo, precisou quebrar a parede com um martelo.

Ninguém soube dizer quanto tempo o cão ficou preso, nem como o animal foi parar no espaço. Apelidado de Costelinha, o cachorro estava desnutrido, desidratado, cheio de carrapatos e, aparentemente, pode ter sofrido maus tratos e ter sido colocado propositalmente no buraco. Também tem suspeita de que oanimalzinho foi colocado ali dentro ainda filhotinho e sobreviveu ate agora... O cão precisou receber uma transfusão de sangue e segue internado em um hospital veterinário da região. Assista ao vídeo do resgate.


Pesquisador diz que cachorros podem ter dom da 'telepatia

Biólogo causa polêmica com a teoria de que cachorros e seus donos estão conectados telepaticamente.


Teoria polêmica foi defendida por cientista britânico da Universidade de Cambridge. (Foto: BBC)
 
Um cientista britânico desenvolveu a teoria polêmica de que a telepatia pode explicar a suposta conexão entre cachorros e seus donos.
 Assista ao vídeo.

O pesquisador Rupert Sheldrake, da Universidade de Cambridge, acredita que os cachorros têm uma conexão telepática com seus donos, embora a existência de telepatia seja descartada pela maioria dos cientistas.

Em uma de suas experiências, uma mulher é monitorada enquanto está fazendo compras, assim como seu cachorro, que permaneceu em casa.

Em um momento aleatório, o cientista pede à mulher que volte para casa. Onze segundos depois, em sua sala de estar, o cachorro se levanta e vai para a porta. Ele fica lá até a chegada de sua dona.

Sheldrake acredita que cachorros e seus donos estão conectados à distância, pelo que ele chama de campo amórfico, uma espécie de elástico invisível.

A maioria dos cientistas rejeitou as teorias do pesquisador, dizendo que o comportamento animal pode ser explicado por hábitos ou ansiedade.

Cadela que sofreu maus-tratos recebe cadeira de rodas na Polônia

Ciuchcia foi abandonada numa linha de trem e atropelado várias vezes.Cadela foi salva e tratada por um abrigo para animais.


Cachorro recebe cadeira de rodas na Polônia (Foto: Peter Andrews / Reuters)
 
Uma cadela recebeu uma cadeira de rodas feita especialmente para ela, na Polônia. Ciuchcia -- que quer dizer 'motor de trem a vapor' em polonês -- sofreu maus-tratos e foi abandonada numa linha de trem com mais dois irmãos. Ela sobreviveu a vários atropelamentos e perdeu os movimentos das patas traseiras, segundo o pessoal do abrigo para animais que a encontrou e a tratou. (Foto: Peter Andrews / Reuters)

Cão farejador pode ser usado para detectar câncer de pulmão, diz estudo

Animais conseguiram identificar compostos voláteis que sinalizam a doença. Pesquisa foi conduzida no hospital Schillerhoehe, na Alemanha.

Cão da raça pastor alemão é treinado para ajudar no combate às drogas.  (Foto: Reprodução/TVCA)
 
Cães farejadores treinados podem ser úteis paradetectar câncer. (Foto: Reprodução/TVCA/arquivo)
 
Cães farejadores podem ser a nova arma para detectar os primeiros estágios do câncer de pulmão em humanos, segundo aponta um estudo divulgado pelo European Respiratory Journal, publicação médica sobre o sistema respiratório. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do hospital Schillerhoehe, na Alemanha.

Os cães foram treinados para detectar compostos orgânicos que evaporam com facilidade (VOCs, na sigla em inglês) e que estão ligados à presença do câncer. Durante o estudo, 200 voluntários - saudáveis, com câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutitva crônica - tiveram a sua respiração "analisada" pelos cachorros treinados.

Os animais usados identificaram 71 pessoas com câncer de pulmão de um total de 100 possíveis. Os animais também foram eficientes em mostrar que outras 372 amostras - de um total de 400 - não apresentavam tumores.

Os primeiros estágios da doença nem sempre estão associados com sintomas e a descoberta precoce pode ser acidental. Já a técnica de detectar câncer de pulmão por meio de amostras do ar exalado por pacientes já havia sido desenvolvida, porém era considerada de difícil aplicação pelos especialistas.

No trabalho com os cães, os cientistas conseguiram não só identificar os tipos específicos de VOCs, mas também a saber afastar a influência da fumaça do tabaco na detecção. Como consequência, a equipe alemã conseguiu identificar marcadores estáveis para confirmar a presença de tumores no pulmão e que não se confundem com o cigarro, odores de comida e drogas.

Câncer de pulmão é causa de morte mais comum por tumor maligno no mundo. Já na Europa, a doença é a segunda mais frequente entre homens e mulheres, provocando 340 mil óbitos por ano no continente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dupla é presa nos EUA após polícia achar 128 cães em dois veículos

Caso ocorreu no condado de Fayette, no Tennessee. Mulheres estavam dirigindo da Califórnia para a Virgínia.

Duas mulheres foram presas na terça-feira (17) no condado de Fayette, no Tennessee (EUA), depois que as autoridades locais encontraram durante uma blitz 128 cães dentro de uma caminhonete de mudança e uma minivan. Bonnie Sheehan, de 55 anos,  e Pamela King-McCracken, de 59, foram detidas por crueldade contra os animais. Elas foram levadas para a cadeia com fiança fixada em US$ 100 mil cada, segundo a emissora "WSMV-TV".
De acordo com as autoridades, as mulheres estavam dirigindo da Califórnia para a Virgínia.

Polícia achou 128 cães em dois veículos. (Foto: Divulgação/Fayette Co. Animal Control)Polícia achou 128 cães em dois veículos. (Foto: Divulgação/Fayette Co. Animal Control)
Autoridades encontraram 128 cães dentro de caminhonete de mudança e minivan. (Foto: Reprodução)
Autoridades encontraram 128 cães dentro de caminhonete de mudança e minivan.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Tailândia resgata 750 cachorros que serviriam de comida

Tailândia resgata 750 cachorros que iam para a panela



Cerca de 750 cães foram salvos antes de irem para a panela no Vietnã em uma operação da Marinha da Tailândia no Rio Mekong. O destino dos animais, que estavam engaiolados em um caminhão de traficantes, era o vizinho Laos. De lá, eles seriam mandados para o Vietnã, cuja culinária aprecia a iguaria canina. O veículo estava se aproximando do ponto onde os cachorros seriam levados em uma balsa quando foi interceptado por agentes.
Um traficante foi preso. Os comparsas conseguiram fugir.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Polícia retira cão e gatos de casa de suspeita de matar animais em SP

Oito gatos e um cachorro foram para delegacia e ficarão com ONG.39 animais mortos foram encontrados em calçada na Vila Mariana.

Animais foram retirados da casa da suspeita nesta sexta (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Animais foram retirados da casa da suspeita nesta sexta (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Oito gatos e um cachorro foram retirados pela Polícia Civil por volta das 12h30 desta sexta-feira (13) da casa de Dalva Lina da Silva, de 42 anos, suspeita de matar mais de 30 animais e abandonar seus corpos na calçada de uma rua da Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. Os animais estavam vivos e aparentemente em boas condições de saúde. Eles foram levados pelos policiais para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Lá, serão feitas as formalidades para que os gatos possam ficar sob a responsabilidade da ONG Adote um Gatinho.
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Segundo integrantes da ONG, os animais irão inicialmente para um abrigo do grupo, mas ainda nesta sexta serão levados para casas de voluntários, com quem ficarão provisoriamente. Integrantes da ONG e policiais militares passaram toda a madrugada e manhã desta sexta em frente à casa aguardando a permissão para retirar os animais. Apenas após a chegada da Polícia Civil e do advogado de Dalva a retirada foi feita.
A mulher foi detida na noite desta quinta-feira (12) depois que um grupo de protetores de animais contratou um detetive particular para investigá-la. Segundo o advogado Rodrigo Carneiro, da ONG Adote um Gatinho, pessoas da área desconfiavam há anos da mulher, que recebia diversos animais de rua. “Só no ano passado temos uma estimativa de que ela recebeu 150 animais. Sabemos que cuidar de animais de rua é caro, e esses animais desapareciam. Ficamos desconfiados e resolvemos investigar”, disse ele nesta manhã.
Apenas um cão estava dentro da casa (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Apenas um cão estava dentro da casa (Foto: Juliana
Cardilli/G1)
Na noite de quinta, o detetive viu a mulher colocando pacotes na calçada de uma casa próxima no Cambuci, Zona Sul. Ao verificar os pacotes, verificou que se tratava de corpos de animais. Ele contatou os protetores, que chamaram a Polícia Militar. No boletim de ocorrência, consta que 33 corpos de animais foram encontrados – entretanto, em contagem nesta manhã, foram encontrados 39 – quatro cães e 35 gatos. Os corpos foram encaminhados para um laboratório particular contratado pelos protetores de animais, onde será feito o laudo com as causas das mortes.

Dentro do imóvel, além dos animais vivos retirados no início desta tarde, foram encontradas caixas de anestésicos e de cloreto de potássio – usado para sacrificar os animais. Segundo a Polícia Civil, a mulher foi liberada porque o caso é considerado de menor potencial ofensivo. À polícia, Dalva Lina da Silva, de 42 anos, assumiu a responsabilidade por apenas cinco animais – ela afirmou os recebeu doentes e tentou tratá-los. Como não obteve sucesso, aplicou anestésico para que eles morressem sem dor.

O caso foi encaminhado para o DPPC. Na delegacia, a mulher afirmou que há 13 anos resolveu, por conta própria, cuidar de animais de rua. Ela também disse que um abrigo de Diadema, no ABC, encaminhava animais doentes para que ela cuidasse. “Ela disse que tentava conduzir os animais para ONGs, e era negado”, disse o delegado Wilson Correia Silva, da divisão de crimes contra o Meio Ambiente. “Ela admitiu que levou cinco animais a óbito, que segundo ela não estavam respondendo ao tratamento. Ela decidiu sacrificá-los, a aplicava anestésico. Os demais ela disse não saber como morreram, afirmou que não estavam sob seu cuidado.”
Animais foram levados para delegacia e ficarão com ONG (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Animais foram levados para delegacia e ficarão com
O delegado informou que será instaurado um inquérito para investigar o caso e que irá requisitar as imagens que o investigador particular afirmou ter das ações da suspeita. Os protetores de animais que contrataram o detetive também serão ouvidos.

O advogado da suspeita, Martim Lopes Martinez, confirmou a versão dada por ela à polícia. “Segundo ela, ela recebe cães e gatos doentes, de rua, e tenta tratá-los. Os que não conseguem sobreviver ela dá uma anestesia para que eles não sofram. Ela disse que ligava para várias instituições pedindo ajuda, mas isso era sempre negado”, afirmou o defensor. De acordo com ele, Dalva é viúva vive na casa com as filhas de 22 e 5 anos, e não trabalha – ela vive de uma pensão deixada pelo marido.

Investigações
Vizinhos da suspeita e o investigador contratado pelos protetores relataram que os animais apenas chegavam à casa, e não deixavam o imóvel – o que causava desconfiança. Vizinhos também relataram ter ouvido ruídos de animais chorando na noite de quarta-feira (11). Eles também afirmaram que os animais que viram chegar ao imóvel estavam bem de saúde, e não doentes como a suspeita alega.

Segundo a veterinária Beatriz Mattes, da ONG, a maioria dos animais mortos eram filhotes, com idade entre 1 e 2 meses. Os corpos serão encaminhados necrópsia. Segundo ela, um dos animais mortos tinha marca de injeção no coração. Beatriz suspeita que Dalva tenha injetado cloreto de potássio - o produto foi encontrado pela polícia dentro da casa da mulher.

Ainda segundo a veterinária, os corpos foram encontrados com “aparência estranha”. “Todos estavam em posições que definharam, encolhidos, todos defecados. Nunca vi uma cena tão feia em toda a minha vida”.

Recuperado, filhote Titã ganha novo lar e é adotado por veterinária

Profissional ficou com o animal, que foi encontrado em um buraco de terra. A pelagem começou a crescer e ele até já faz bastante arte dentro de casa.


Titã brinca com outros 3 animais (Foto: Foto cedida: Viviane da Silva)
Titã brinca com outros 3 animais
(Foto: Viviane da Silva/arquivo pessoal)
Depois de pouco mais de um mês que o filhote Titã foi encontrado enterrado vivo no quintal de uma casa em Novo Horizonte, no interior de São Paulo, a história ganhou um final feliz. Em vez de magro, sujo e cheio de sarna, agora o animal recupera os pêlos, além de receber alimentação adequada e, principalmente, carinho.

A veterinária Viviane Cristina da Silva, que atendeu Titã depois do resgate, agora também é a “mãe adotiva” do animal. Ela disse que ficou sensibilizada com o caso e decidiu cuidar dele permanentemente. “Resolvi adotá-lo. Estava frágil e depois de dar os primeiros cuidados, a gente também pega carinho”, confessa.

Segundo a profissional, Titã está cada dia melhor. “Ele está ótimo, muito bem mesmo, brinca o dia todo e já faz bastante arte”, contou. A pelagem do cão começou a crescer. “Até a recuperação total, para ficar com pêlo em todo o corpo, vai demorar cerca de 2 meses e meio”.

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Titã ainda toma remédio para tratar da sarna e recebe aplicação de colírio no olho direita depois de perder a visão no dia que ficou enterrado. Uma cirurgia para retirada do globo ocular foi cogitada, mas a veterinária prefere ainda ter uma nova conversa com um especialista antes do procedimento. “Vou conversar em breve com o oftalmologista. Ele só vai fazer se for para o bem dele”, relatou a veterinária.
O novo lar do cão é a casa de Viviane e dos pais dela, onde Titã divide espaço com mais três cadelas e um gato. Todos foram adotados depois de abandonados ou de sofrerem maus tratos dos antigos donos.
Veterinária levou o cachorro para casa (Foto: Foto cedida: Viviane da Silva)
Veterinária levou o cachorro para casa (Foto: Viviane da Silva/arquivo pessoal)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nos EUA, cão reaparece 4 dias depois de avalanche que matou seu dono

Oficial de resgate disse que tinha certeza de soterramento do animal.'Ele se sentou em frente ao quarto onde eles ficaram', diz dono de motel.

Um cachorro que foi dado como morto ressurgiu quatro dias depois de ser atingido por uma avalanche com seu dono em uma montanha onde se pratica esqui no estado de Montana, EUA.
Um dos oficiais de resgate que trabalhava no local durante o último final de semana, quando ocorreu a avalanche, chegou a dizer que tinha certeza de que o cão havia sido soterrado pelo deslizamento de neve.
Ole é visto no motel de Montana quatro dias após avalanche que matou seu dono, em imagem de quarta-feira (4) (Foto: AP/Natasha Baydakova)
 
Ole é visto no motel de Montana quatro dias após avalanche que matou seu dono, em imagem de quarta-feira (4) (Foto: AP/Natasha Baydakova)
Na quarta-feira (4), no entanto, Ole apareceu no motel de Cooke City onde ele e o dono se hospedaram logo antes de seguir para a montanha.
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"Quando vi o cachorro, ele estava sentado em frente ao quarto onde eles se hospedaram, olhando para a porta", disse o dono do motel, Robert Weinstein.
O dono, Dave Gaillard, estava esquiando com sua mulher, Kerry, quando a avalanche o atingiu e causou sua morte. A mulher disse que suas últimas palavras foram o aviso para que ela corresse na direção das árvores.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Gata dá cria e adota filhote de furão em Frederico Westphalen, RS

Animal típico do estado amamenta junto com os filhotes felinos.
Convívio entre bichos de espécies diferentes já dura dois meses.

Furão criado por gata em Frederico Westphalen, RS (Foto: Reprodução / RBS TV)
 
Furão mama junto com a ninhada de gatos
(Foto: Reprodução / RBS TV)
Uma gata que deu à luz quatro filhotes em Frederico Westphalen, no norte do Rio Grande do Sul, adotou um furão. O animal, também filhote, estava abandonado perto da residência da dona de casa Elisiane Warnava. Ela o levou para casa na mesma semana em que a felina Suzie havia dado cria e o colocou para ser amamentado junto com a ninhada.
"Quando colocamos juntos, ela simplesmente puxou com a patinha como se fosse dela", conta Elisiane.
A dona de casa é mãe dos gêmeos de quatro anos Lucas e Lavinia. As opiniões das crianças se dividem: o menino gosta do furão, enquanto a menina prefere os gatos.
O convívio entre os animais das duas espécies já dura dois meses. Elisiane conta que buscou informações sobre o novo bicho de estimação na internet. Ela tentará junto ao Ibama a guarda definitiva do animal antes de devolvê-lo à natureza. "Ele é uma espécie típica aqui do Rio Grande do Sul. O acolhemos e vamos ver como vai ficar, qual será o comportamento dele", diz a dona de casa

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http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/01/gata-da-cria-e-adota-filhote-de-furao-em-frederico-westphalen-rs.html

Após salvar criança de pit bull em MS, vira-lata fica agressivo, diz dona

Vira-lata Fofinho foi arrastado por pit bull após salvar criança de três anos. Dona do animal diz que agora ele é acorrentado para evitar incidentes.

Vira lata Fofinho salva criança de 3 anos de pit bull em Campo Grande (Foto: Ricardo Campos Jr./G1 MS)

Fofinho, logo após ataque (dir) e hoje, (esq), três meses depois  (Foto: Ricardo Campos Jr./G1 MS)
O vira-lata Fofinho que salvou uma criança de três anos do ataque de um cão da raça pit bull em Campo Grande, no ano passado, mudou de comportamento após o incidente, segundo a proprietária do animal, a dona de casa Kênia Suelen. O mascote, que costumava ser alegre, tem se tornado agressivo. "E ele era um cão tranquilo", disse Kênia.
Fofinho virou notícia no dia 5 de outubro do ano passado. Um pit bull invadiu a casa de Kênia e avançou em direção a criança, que estava na sala. O vira-lata viu a aproximação e foi em direção ao outro animal.
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O pit bull abocanhou o vira-lata pelas costas. No momento do ataque, a mãe da criança ficou desesperada e tentou atirar objetos, como pedras, pedaços de pau e até um banco de madeira, para salvar o bicho de estimação. Fofinho foi arrastado pela rua por cerca de dez minutos e foi solto depois que o pit bull foi atropelado.
Os donos do cachorro que havia provocado a confusão levaram Fofinho à clínica veterinária e arcaram com os custos.
Um mês depois do ataque, Kênia começou a perceber as mudanças no comportamento do vira-lata. “Agora ele late por qualquer coisa, tenta acuar as pessoas na rua e, principalmente, quem tenta se aproximar da minha filha”, disse. Por causa da agressividade do animal, a dona de casa optou por deixá-lo na coleira, amarrado. “Antes ele vivia solto, agora tenho medo que ele ataque alguém”, conta. “Fico com dó, ele não tem casinha, mas não tem jeito”.
Vira-lata Fofinho em MS ficou agressivo (Foto: Ricardo Campos Jr./G1MS)Segundo o adestrador de cães Clayton de Almeida, todo os cachorros tem, instintivamente, um comportamento agressivo. Almeida diz que isso é consequência das origens do cão doméstico, que descende dos lobos. Este instinto primitivo, de acordo com o adestrador, é despertado quando o animal sofre algum trauma ou é criado de forma agressiva.
O adestrador avalia que, mesmo sendo um cão adulto, com três anos, é possível reverter a situação. “É provável que ele não fique exatamente como era antes do ataque, mas é possível melhorar bastante”, disse Almeida.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cachorra de Florianópolis atingida por rojão perde a audição e a visão

A pitbull Maia (Foto: Katia Shubaci/Divulgação)
 

Pit bull Maia passa bem após cirurgia realizada nesta segunda-feira (2). Internação foi custeada por doações após divulgação em redes sociais.

A pit bull Maia, atingida por um rojão no último sábado (31) durante as comemorações de réveillon em Florianópolis (SC), perdeu a visão do olho esquerdo e toda a audição, de acordo com a sua veterinária, Katia Shubac. O acidente aconteceu no bairro de Campeche, na casa da dona de Maia, após amigos do filho da faxineira Silviane Pivato, de 48 anos, terem soltado o artefato em um dos quartos da residência.

"Foi perto da meia-noite. Fui falar com o vizinho, as famílias estavam juntas, e só escutei o 'boom'. Eles ficaram assustados e acabaram jogando o 'foguete' fora, que atingiu o canil dela. Coitada, não tinha nada a ver com a história", explica Silviane. "São jovens, de 19 a 23 anos, que não têm muita noção", justifica.

A cachorra passa bem após cirurgia realizada nesta segunda-feira (2). "Foi realizada uma cirurgia conservativa para tentar manter o olho esquerdo. Se na sexta-feira ele não melhorar nós vamos ter de removê-lo", afirma a veterinária, que atendeu a pit bull na manhã de domingo (1º), em sua residência.

Maia está internada em uma clínica veterinária do bairro de Trindade, e deve receber alta no final de semana. "Ela já está brincando com a bolinha e tudo. Somos pobres, estão nos ajudando muito. A repercussão [do acidente] está brava, querem até apedrejar a casa do meu vizinho, que não tem culpa alguma. Quero mostrar os perigos de soltar um rojão, devia ter licença para comprar um", diz Silviane.

A ONG Amar, de Florianópolis, divulgou o acidente nas redes sociais e pediu doações para custear a internação e a cirurgia de Maia. O valor total foi arrecadado nesta segunda. "Foram R$ 450 arrecadados, agora estamos prestando contas para tudo ser transparente. Eu dou meu atendimento residencial de graça, já a castração da cadela eu paguei do bolso", diz a veterinária.

Lobo-marinho é encontrado em calçada de casa no litoral de SC

Lobo-marinho foi encontrado em calçada de casa na orla de Piçarras (SC) (Foto: Divulgação/ Bombeiros Voluntários de Penha e Piçarras)


Animal foi levado para receber cuidados de biólogos da Univali.
Ele deve ser solto no mar após se recuperar, dizem bombeiros voluntários.

 
Um lobo-marinho foi encontrado na calçada de uma casa, na orla de Piçarras (SC), na tarde deste domingo (1º). O animal estava debilitado e teria chegado ao local por conta da força da água, tendo em vista que a maré estava alta e chegou a atingir os muros de algumas residências.
Segundo os Bombeiros Voluntários de Penha e Piçarras, o lobo-marinho foi levado para receber cuidados de biólogos do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar, da Univali, onde deverá ficar até se recuperar e ser recolocado no mar.
"O animal estava arisco e agitado por estar cansado. Ele parou onde foi encontrado por causa da força da água. No domingo, a maré estava muito alta e ele deve ter se perdido do restante do grupo", disse Johnny Coelho, coordenador dos bombeiros voluntários.
Segundo ele, nesta época do ano é comum o registro de lobos-marinhose no litoral sul do país por se desprenderem. "Alguns saem das geleiras para procriar e outros para descansar. Como a mudança de clima é drástica, eles chegam em terra firme já debilitados", disse Coelho.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pato sobrevive após dardo de 13 cm ficar cravado em seu pescoço

Pato sobrevive após dardo de 13 cm ficar cravado em seu pescoço (Foto: Caters)


Autoridades acreditam que 'valentões' usaram zarabatana para ferir ave.
Projétil poderia ter paralisado o animal, segundo responsável. 

Um pato sobreviveu depois de os veterinários removerem um dardo de 13 centímetros que havia ficado cravado em seu pescoço.
O caso ocorreu na cidade britânica de Lewes.
As autoridades acreditam que valentões foram responsáveis pelo ataque ao animal, que recebeu o apelido de Flapper.
Moradores passaram quase uma hora tentando capturar Flapper no sábado (31), após ele ter sido avistado por um casal.
Trevor Weeks, do serviço local de proteção à vida selvagem, disse que o dardo, provavelmente lançado de uma zarabatana, atravessou um músculo no pescoço do pato macho, passando perto de sua espinha.
"Um pouco mais baixo, e o dardo poderia ter paralisado o pato", disse. "Tentamos cinco vezes até pegar o pato, que estava se mexendo normalmente e podia voar, mas claramente não com força total."
Weeks disse que outro pato foi achado em situação semelhante, com um dardo entre suas asas, na sexta-feira (30).
Flapper foi levado à clícina do centro para a remoção do dardo. A ferida foi limpa e tratada. Ele deve se recuperar totalmente.