Uma família de Araraquara (273 km de São Paulo) registrou queixa na polícia após o Centro de Controle de Zoonoses ter sacrificado, nesta terça-feira (20), seu cachorro de estimação, um beagle de oito anos chamado Gabriel.
Beagle
Gabriel estaria com sarna
Segundo a manicure Márcia Nogueira Pedroso, 37, o animal estava desaparecido desde o último dia 8. Depois de procurar o mascote pela cidade, a família soube, por intermédio da advogada Carla Collaneri, que o bicho estava no Centro de Controle de Zoonoses. A advogada fotografou Gabriel no último domingo (18) e enviou a foto à família para avisá-la do paradeiro do animal.
“Na terça-feira, quando fomos buscar o cachorro, fomos informados de que ele tinha sido sacrificado na manhã do mesmo dia porque estava com sarna. Um absurdo matar um cachorro por esse motivo”, afirmou Márcia.
A veterinária do centro, Anabel Jacque line Martins da Silva, 32, afirmou que havia risco de a sarna se propagar para os funcionários. Gabriel, segundo ela, foi anestesiado e sacrificado com uma dose de cloreto de potássio.
“Nossa função aqui não é cuidar de bichos, mas recolhê-los da rua para que não propaguem doenças nem provoquem acidentes. A família deveria ter procurado o cachorro aqui quando ele sumiu”, declarou. Anabel diz que o cão estava no centro desde o dia em que fugiu de casa, último dia 8.
“Xodó”
Inconformados com a morte, os donos de Gabriel registraram queixa na polícia. O delegado Arnaldo José D’Avoglio Filho, do primeiro distrito policial, enviou ofício ontem (22) para o Centro de Controle de Zoonoses pedindo explicação do caso.
Márcia afirma que Gabriel era o “xodó” da sobrinha Ana Laura, 7, que o ganhou de presente do pai. “O Gabriel era o elo dela com o pai, que faleceu. Depois que o cachorro sumiu, até o rendimento dela nos estudos caiu”, diz.