sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cavalo tem pedaço de madeira cravado na cabeça e sobrevive

Caso aconteceu nos EUA; objeto foi retirado e cérebro não foi atingido. Na internet, comunidade chama animal de 'unicórnio milagroso'.



Danny, um cavalo de 30 anos de idade foi encontrado em seu estábulo com um pedaço de madeira de mais de 20 centímetros enfiado no crânio, que o deixou com a aparência de um unicórnio. O animal, que participava de shows de salto, mas está aposentado, foi levado a uma clínica especializada em equinos em Rhinebeck, perto de Nova York. A dona dele, Tommasina Ashley, estava chocada.
Ao analisar o raio-x, o veterinário descobriu que o objeto não tinha atingido os olhos e nem o cérebro do animal. A ponta chegava até a cavidade bucal. O pedaço de madeira foi retirado e o cavalo foi salvo. Atualmente, está em recuperação.
Ainda não está claro como o toco de madeira foi cravado na cabeça de Danny. O veterinário que cuidou do cavalo, Shannon Murray, em entrevista ao site Today.com, levanta a possibilidade de ele ter se assustado com algum barulho ou ter sentido cólicas que o deixaram agitado, fazendo-o bater a cabeça em algum lugar.

Homem com cão-guia é retirado de fila de banco em Niterói

Instrutor de cães registrou queixa na Região Metropolitana do Rio. Segundo ele, apesar de estar no seu direito, foi constrangido por funcionária.

O treinador de animais George Thomaz Harrison e o cão-guia (Foto: Carolina Lauriano/G1)
 

O instrutor George Thomaz Harrison e o cão-guia não conseguem entrar em agência bancária de Niterói (Foto: Carolina Lauriano/G1)

 
O instrutor George Thomaz Harrison e o cão-guia (Foto: Carolina Lauriano/G1)
Um instrutor de cães afirmou que foi retirado da fila de uma agência bancária de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (2), por estar acompanhado de um cão-guia.
De acordo com o treinador George Thomaz Harrison, ele explicou ao segurança que estava dentro dos seus direitos e disse que entraria na agência, do banco Itaú. Quando estava na fila, foi chamado por outro funcionário do banco e conduzido até uma sala. Nesta sala reservada, ele contou que conversou com uma pessoa que se identificou como advogada do banco, que teria dito - ainda segundo ele - desconhecer a lei que permite o ingresso de treinador de cão-guia nos estabelecimentos e se recusado a dialogar com ele. A mulher ainda teria dito que ele não entraria mais naquela agência, segundo George.
Em nota enviada ao G1 nesta tarde, o banco informou que "no caso específico ocorrido hoje em uma agência em Niterói (RJ), envolvendo um treinador de cão guia, o Itaú Unibanco esclarece que houve falha pontual de orientação e procedimento. Entendemos tratar-se de caso isolado, pois nunca registramos fato semelhante. Portadores de deficiência visual acompanhados por seus cães-guia são recebidos nas agências, assim como treinadores desses animais com eles, como prevê a legislação. A instituição usará o episódio para reforçar essa orientação às equipes envolvidas".

 
George e o cão-guia não conseguem entrar em agência bancária de Niterói
(Foto: Carolina Lauriano/G1)
O instrutor acionou a polícia e registrou o boletim de ocorrência no local. Segundo ele, esse tipo de situação acontece com certa frequência em função da falta de divulgação da lei. "Não me importo de explicar, pois sei que muitas pessoas não conhecem essa lei. Uma parte do meu trabalho é justamente isso, explicar e educar as pessoas. Mas nesse caso eles simplesmente não quiseram nem me ouvir", reclamou George. "Para que o cão chegue ao ponto de andar com uma pessoa cega, ele precisa passar por um processo longo de treinamento, que chega, em média, a 2 anos", explicou.
George, que também é presidente do Cão Guia Brasil, pretende acionar judicialmente o banco.

Aposentada tira sustento do lixo para manter 43 cães em Barretos, SP

Cães vivem dentro do quarto da aposentata Miriam Barros, em Barretos, SP  (Foto: Reprodução/ EPTV)

Vivendo em condição precária, ela diz não querer que animais passem fome. Associação descobriu drama e faz mutirão para ajudar mulher de 65 anos.

Quarenta e três cães e 14 gatos, todos vivendo dentro do mesmo cômodo onde mora a aposentada Miriam Barros, de 65 anos. Solitária e sem forças para limpar a casa em Barretos (SP), a mulher dormia em meio às fezes dos bichos até esta quinta-feira (12), quando voluntários de uma organização de proteção a animais iniciaram um mutirão para ajudá-la.
A renda mensal – R$ 621 da aposentadoria somados aos R$ 70 de um programa do governo – mal dá para pagar os 50 quilos de ração que os animais consomem por semana. As roupas que veste e até a própria alimentação, a idosa disse retirar do lixo que costuma revirar em busca de sucatas para vender. “É difícil, mas colocar na rua [os cães] eu não coloco, porque vão passar fome. Às vezes, até choro de ver os animais sofrendo”.

O drama da idosa foi descoberto no sábado (7) pela advogada Vanessa Figueiredo Gonçalves Mônaco, 34 anos, presidente da ONG Amiguinho Barretense. “Fui até lá porque o dono de uma casa de rações disse que havia uma pessoa que estava precisando de ajuda para criar os cães, mas percebi que é a dona Miriam que precisa de assistência”.
Vanessa disse acreditar que a aposentada sofre de problemas psiquiátricos. “Ela acha essa situação normal”, comentou a advogada, que afirmou que desde o início da semana procura ajuda da Prefeitura para amparar a idosa. “Os assistentes sociais só vieram aqui hoje, depois que foram procurados pela imprensa”.
Cães vivem dentro do quarto da aposentata Miriam Barros, em Barretos, SP (Foto: Reprodução/ EPTV)
Outro ladoAnderson Brito, coordenador do Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Barretos, disse que o município enviou assistentes sociais à casa de Miriam e que providências, que não foram detalhadas, serão tomadas. “Como é um caso delicado, precisa ser avaliado e precisa de um laudo médico. Os técnicos estão trabalhando nesse caso”, disse. “Brevemente estaremos fazendo essa ação para garantir que a dona Miriam tenha o seu bem-estar garantido”.
AjudaVanessa, da ONG Amiguinho Barretense, disse que cama e fogão novos foram doados para substituir os móveis degradados pela sujeira na casa de Miriam. Voluntários também começarão a construir no sábado (14) um canil no terreno para acomodar os bichos que, por enquanto, permanecerão no local. “Recebemos material de construção e vamos trabalhar para melhorar as condições da dona Miriam, vamos tratar dos cães lá mesmo. Seria uma agressão tirar ela de lá agora”.
A advogada também disse que interessados em informações para futuras adoções dos animais podem acompanhar o blog na internet da Associação Amiguinho Barretense: http://adocaoanimaisbarretos.blogspot.com.br/.

Procurando uma familia para nos adotar

Menina Pretinha foi deixada grávida há dois meses no terreno baldio. Cadela e três filhotes estão abrigados em um puxadinho improvisado

Cadela foi abandonada ainda grávida em terreno baldio (Foto: Reprodução EPTV)

 
Cadela foi abandonada ainda grávida em terreno baldio (Foto: Reprodução EPTV)
Um morador de Ribeirão Preto (SP) busca voluntários que queiram adotar uma cadela e três filhotes machos, abandonados em um terreno baldio no Distrito Industrial. A família está abrigada em um ‘puxadinho’ improvisado.

Segundo o mecânico industrial Marcelo Rios Lopes, a cadela, chamada por ele de Menina Pretinha, foi deixada grávida no local há quase dois meses. “Faltavam apenas uns 20 dias para ter os filhotes quando ela foi deixada aqui. Eles precisam de um lar carinhoso e de pessoas que deem amor a eles”. Lopes, que trabalha em frente ao terreno, é quem trata dos animais. Dos seis nascidos, três já foram adotados. O mecânico busca agora um lar para o restante da família, já que ele não pode ficar com os cães, porque já tem outros três em casa.

O Centro de Controle de Zoonoses informou que tomou conhecimento do caso da família dos cães e que vai verificar o motivo dela não ter sido recolhida.
As pessoas que tiverem interesse em adotar um dos cães podem ir até a Rua Rafael Andreoli, em frente ao número 1751.

domingo, 8 de julho de 2012

REDE GLOBO DE TELEVISÀO PROPAGA MAUS-TRATOS EM ANIMAIS


Como se não bastasse por tantos problemas, desrespeitos e maus-tratos que passam os animais em especial, porque são os mais sofridos, os cachorros. A rede globo, popularmente  chamada de REDE DE ESGOTO TV, permitiu que fosse ao ar uma cena estupida na novela  Avenida Brasil, a propagação de maus tratos em animais, quando uma das personagens para se vingar da outra mata seu cãozinho de estimação. É nojento qdo uma empresa televisiva propaga maus-tratos de animais, definitivamente não merece o respeito dos telespectadores que deveriam trocar de canal nos momentos em que a mesma alcança seus picos de IBOPE. FICA A DICA. COMPARTILHE E MUDE DE CANAL.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

INTEGRANTE DA BANDA DE THIAGUINHO, MALTRATA ANIMAL

Cachorra sofreu ferimentos após pegar explosivo atirado por integrante da banda do cantor Thiaguinho (Foto: Fernando Pacífico / G1 Campinas)

Thiaguinho será intimado para depor após bomba caseira ferir cadela - Explosivo foi jogado por integrante da banda do cantor no sábado (30).Cachorra passará por cirurgia na mandíbula nesta terça-feira (3).
Cadela ferida por bomba caseira em Campinas (Foto: Fernando Pacífico / G1)
O cantor Thiaguinho, ex-Exaltasamba, será intimado para depor após a explosão de uma bomba caseira, jogada por integrantes de sua banda, ferir gravemente uma cadela vira-lata em frente a um hotel de Campinas (SP). O titular da Delegacia de Proteção dos Animais, Antônio Erivelton Piva Junior, informou que recebeu uma lista com todos os integrantes do grupo, mas o responsável não foi apontado nominalmente.
"Estou tentando identificar quem foi", disse. Segundo Piva Junior, todos da lista, que tem de 10 a 15 nomes, serão intimados. Foi aberto um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e, segundo o delegado, se algum dos integrantes não morar em Campinas, poderão responder aos questionamentos por carta precatória.
Por meio de nota, a assessoria do cantor informou que o responsável pelo acidente irá se apresentar nesta terça-feira (3) "para prestar esclarecimentos sobre o episódio". Além disso, informa que Thiaguinho "está tomando as providências necessárias" para visitar o animal ainda nessa semana, assumir os custos do tratamento e, se possível, adotá-lo.

Cirurgia e adoção
A cachorra, que ainda não possui nome definido, passará por uma cirurgia na mandíbula na manhã desta terça-feira (3). O explosivo foi jogado próximo ao animal quando o grupo deixava o local após um show em Sumaré, realizado no sábado (30). Segundo o veterinário Eicke Bucholtz Junior, a cadela não corre risco de morte, mas ela só consegue se alimentar com alimentos "pastosos", por conta do ferimento na boca. O período estimado para recuperação do animal é de 60 dias.
"Acredito que o pior momento já passou. Não sabemos ainda se ela terá surdez parcial ou integral. O maior desafio é o emocional dela, pois ficou muito assustada", afirma o veterinário. Ele informou que pelo menos dez pessoas já procuraram pelo hospital, com intuito de adotar a cachorra, que possui entre dois e quatro anos.
Thiaguinho não estava hospedado no local, mas disse em uma rede social que o funcionário foi demitido na tarde deste domingo (1º), sem mencionar o nome do responsável. O caso foi registrado como maus-tratos contra animais no 5º Distrito Policial de Campinas por representantes da União Protetora dos Animais (UPA), que fez o resgate do animal.
O veterinário Eicke Bucholtz Junior (Foto: Fernando Pacífico / G1 Campinas)Veterinário mostra problema causado na mandíbula da cachorra (Foto: Fernando Pacífico / G1)
A cadela está internada em um hospital veterinário que fica próximo ao hotel. Ela teve ferimentos na boca, quebrou o maxilar, perdeu dentes, rompeu o tímpano e teve queimaduras na língua e no céu da boca.
A recepção do Hotel Nacional Inn confirmou que a equipe do cantor estava hospedada no local e que, no momento da explosão, a van com o grupo era o veículo mais próximo da cadela. Ainda segundo funcionários que não quiseram se identificar, Thiaguinho não estava com a equipe. No boletim de ocorrência, o responsável pela UPA que fez o registro informou que um homem que se apresentou voluntariamente como produtor da banda entrou em contato para buscar informações do estado de saúde do animal e oferecer ajuda para o tratamento.
saiba mais
Em uma rede social, o cantor Thiaguinho postou mensagens sobre o assunto no início da tarde deste domingo (1º), dizendo que tinha sido surpreendido com informações do envolvimento de integrantes da equipe dele em um caso de violência contra animais. "Acabei de acordar e fui surpreendido com algumas mensagens sobre um envolvimento de integrantes da minha equipe e um animal ontem", escreveu o músico.
Duas horas depois das postagens, o cantor informou que, apesar de gostar muito do funcionário, a atitude dele não lhe deu escolhas e ele foi demitido. Em comunicado à imprensa, o músico lamentou o ocorrido e disse que vai prestar todo suporte necessário para a recuperação do animal. De acordo com a nota, o explosivo foi adquirido pelo integrante da banda na região de Campinas com o intuito de comemorar as festas junina e julina nesta época (leia abaixo na íntegra).

Mascote
O taxista Júlio Roque trabalha no ponto em frente ao hotel e foi informado do caso por colegas de trabalho, mas estava de folga na noite de sábado. Ele conta que a cadela tornou-se mascote dos taxistas há dois anos. "Ela já teve duas crias aqui, e depois nós mandamos castrá-la", completa Roque.
Thiaguinho canta durante gravação do DVD 'Ousadia e alegria' em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1)Leia comunicado na íntegra divulgado pelo cantor Thiaguinho:

Na tarde de sábado, 30 de junho, integrantes da equipe técnica do cantor Thiaguinho se envolveram em um acidente com uma cachorra na cidade de Campinas. O fato aconteceu quando a equipe se dirigia ao local da apresentação daquela noite para os preparativos finais.

Um dos membros da equipe adquiriu um artefato explosivo na região com a intenção de comemorar o período de festas juninas, mas durante uma brincadeira infeliz e irresponsável o atirou pela janela da van. Antes que ele explodisse uma cachorra pegou o artefato, que explodiu em sua boca.
Após apurar os fatos e constatar que o acidente envolvendo um membro da sua equipe realmente aconteceu, Thiaguinho já tomou as devidas providências. E o responsável já foi desligado de sua equipe.
O cantor, que tem um grande amor pelos animais, também se prontificou a prestar todo suporte necessário para a recuperação do animal. E comovido com as imagens que viu depois do acidente pensa em adotar a cachorra, caso ela não tenha um dono

domingo, 1 de julho de 2012

MELHORES AMIGOS

Sem-teto pede como último pedido de vida rever sua cadela
21/06/2011
Veja Relacionados:
Melhores amigos

Divulgação/Kcrg
Divulgação/Kcrg
Foto 6 de 6

Funcionários do hospital onde Kevi McClain estava internado relataram que os olhos de Yurt e do homem brilharam quando os dois se reencontraram


Divulgação/Kcrg
Os novos donos de Yurtie, também conhecida como Yurt, afirma que a cadela é cheia de energia e que trouxe com ela muito amor para a casa. Eles se emocionaram quando leram a história de amizade da cadelinha com seu antigo dono, e resolveram adotá-la

Alergia a carne faz cão-guia se tornar vegetariano

Contato com carne vermelha, de frango e de porco impede bicho de andar. Alimentação baseada em batatas o mantém saudável.


Diferente da maioria dos cães que babam ao ver um bife, o cão-guia Irwin, de dois anos, não pode nem chegar perto de um. O labrador negro tem alergia a qualquer tipo de carne, seja bife, frango ou carne suína. As informações são do jornal inglês "The Sun".
O contato com esses alimentos deixa sua pele cheia de manchas vermelhas e, na pior das reações, o impede de andar devido às rachaduras nas patas – um problema para quem ajuda um cego a se locomover.

Cadela é resgatada após cair em canal em Praia Grande, SP

Animal estava assustado e tentou fugir pela tubulação. Ele foi levado para tratamento e encaminhado para adoção.

Cadela cai em canal de Praia Grande, SP (Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande)
 
Uma cadela com cerca de 5 anos foi resgatada nesta quarta-feira (13) pelo Centro de Controle de Zoonoses de Praia Grande, no litoral de São Paulo. O animal escorregou e caiu no canal da Avenida Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Tupi. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande)

CACHORA ESTA MORRENDO ABANDONADA MAS NÃO ABANDONA O LAR

Maus-tratos

 Moradores da quadra 4 da Vila Rabelo II, no Distrito Federal, denunciam que uma cadela está definhando depois de ser gravemente agredida e abandonada por seu dono. A cada vez que tenta voltar para casa, apanha mais. Esperando ser recebida novamente, ela fica em frente à antiga residência. O G1 tentou falar com o suposto agressor, mas ele não estava em casa.

Cadela foi gravemente ferida e abandonada por dono, na Vila Rabelo II, no Distrito Federal, contam vizinhos (Foto: Rafaela Céo/G1)Cadela foi gravemente ferida e abandonada por dono, na Vila Rabelo II, no Distrito Federal, contam vizinhos (Foto: Rafaela Céo/G1)
 
“Ele fez essa crueldade com ela há uns dois meses. Tem dois meses que ela sofre. Já falamos com ele que isso é um absurdo e ele disse que não era mais o dono dela”, conta uma mulher que preferiu não ser identificada. O animal de estimação teria sido agredido e abandonado depois de sucessivas crias.
Os vizinhos contam que já ligaram para a polícia. Conforme relataram, a polícia disse que é preciso buscar o serviço de zoonose, que também não solucionou o problema. Moradores tentam manter a cadela alimentada e com água, mas ela já está bastante fraca e parou de se alimentar, dizem.

Cachorro que levou um tiro no focinho tem alta no Distrito Federal

Ele passou por três cirurgias e vai ficar 15 dias só comendo papinha. Em Vila Rabelo II, moradores denunciam suposta agressão contra cadela.

Cachorro que levou tiro no focinho teve alta nesta sexta (29) (Foto: Reprodução/ TV Globo)
 
Cachorro que levou tiro no focinho teve alta nesta sexta (29) (Foto: Reprodução/ TV Globo)
 
O cachorro que levou um tiro de ponto 40 no focinho no último dia 20 teve alta nesta sexta-feira (29). Ele passou por três cirurgias, uma delas para retirar a bala do focinho, e ficou dez dias internado.
O tiro teria partido de um policial, que alegou se defender de um ataque do cachorro. O cão tinha acabado de sair de uma casa na QI 6 do Guará, e correu na direção do policial civil, que mora no prédio ao lado.
O labrador, chamado Spider, voltou para casa ainda com os pontos e vai ter que ficar 15 dias só comendo papinha. Se a recuperação não for conforme esperada pelos veterinários, ele pode ter que passar por uma outra operação.

Falta de divulgação de lei deixa vida de deficiente visual no Rio mais difícil

Motoristas de transportes públicos não permitem entrada do cão guia. Lei garante ao deficiente o direito de ingressar em ambientes com o animal.
 

Ultrapassar as barreiras naturais impostas pela deficiência visual não é a única dificuldade na vida da jovem Camila Alves, de 22 anos. Dois anos após ganhar um cão guia que lhe proporciona maior liberdade de locomoção, Camila precisa lidar com mais restrições nas ruas do Rio de Janeiro do que na época em que usava bengala. Apesar da existência da lei 11.126, de 27 de junho de 2005, que permite ao usuário do cão guia ingressar em qualquer local com o animal, muitas vezes a jovem é impedida de entrar em táxis, ônibus e em alguns estabelecimentos em função da presença do cachorro.
saiba mais

Mesmo diante da negativa de motoristas ou seguranças, Camila insiste e tenta mostrar que está agindo de acordo com a lei. Segundo a jovem, o desconhecimento das pessoas devido à falta de divulgação da lei é o motivo de tanto transtorno em seu dia a dia.

“Quando eu estou indo pela primeira vez em um lugar é muito complicado. É difícil até hoje entrar num restaurante que eu nunca entrei, principalmente quando eu estou acompanhada. Às vezes tem um monte de gente e o que deveria ser a maior curtição, acaba dando problema. Na hora de voltar para casa e pegar um táxi é uma dificuldade”, diz Camila, ressaltando que, às vezes, liga para a cooperativa para não ficar na rua esperando um táxi e, mesmo assim, se depara com uma resposta negativa.
Puca está com Camila em todos os momentos (Foto: Arquivo pessoal)Puca está com Camila em todos os momentos (Foto: Arquivo pessoal)
Deficiente visual desde os 15 anos por causa de um problema genético chamado retinose pigmentar, Camila precisou lidar com a perda progressiva da visão durante toda a infância. Nascida em uma cidade do interior de Minas, a jovem veio morar sozinha no Rio de Janeiro aos 18 anos, depois de passar no vestibular de psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Desde então, Camila tinha o sonho de ter um cão-guia, já que o animal permite a estudante ter uma mobilidade maior. “Com a bengala eu precisava esbarrar nas coisas para saber que tinha alguma coisa ali. Já a Puca (nome da cadela) antecipa os obstáculos e eu ando o dia inteiro na rua sem esbarrar em nada”, afirma a jovem, que sai de Niterói pela manhã para fazer estágio no Centro do Rio, vai para a faculdade à tarde e só volta à noite pra casa.

Como precisa se locomover muito durante o dia, chegando a transitar por dois municípios, Camila enfrenta o mesmo problema com certa frequência. “Sexta-feira passada, por exemplo, estava saindo do show de encerramento da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, e um motorista de ônibus disse que eu não podia entrar por causa do cachorro. Eram 23h e estava num ponto super deserto do Aterro”, lembra.
Camila e Puca pela primeira vez na escada rolante (Foto: Arquivo pessoal)Camila e Puca pela primeira vez na escada rolante
(Foto: Arquivo pessoal)
De acordo com a secretaria municipal da Pessoa com Deficiência, qualquer deficiente que for impedido de exerceu o seu direito, deve ligar para o telefone 1746 e fazer a denúncia. “A resposta é praticamente imediata. Esse tipo de coisa não pode e não deve acontecer, mas para tomarmos alguma medida punitiva precisamos tomar conhecimento das dificuldades desses deficientes”, disse a secretária Georgette Vidor, admitindo que o Rio ainda não tem nenhuma política de conscientização sobre o uso do cão-guia.
Segundo a secretaria municipal de Transportes do Rio, para minimizar os transtornos dos deficientes em geral, inclusive dos portadores de deficiência visual, foi criado um decreto que estabelece que até 2014 toda a frota esteja adaptada a essas pessoas. Atualmente, de acordo com a Rio Ônibus, cerca de 57%, dos 9.500 veículos existentes na cidade, estão adaptados.
Falta de divulgação da lei gera outros problemas
A falta de informação a respeito da lei favorece também no desconhecimento da atividade do cão-guia, o que gera mais transtornos não só para a estudante, como para qualquer usuário. Apesar do extremo cuidado e carinho com o animal, Camila destaca que é fundamental saber separar as coisas. “As pessoas não entendem que quando o animal está com o equipamento ele está trabalhando. Ela foi treinada para isso e qualquer distração pode provocar um acidente para mim e para ela também”, diz a jovem, ressaltando que as pessoas não devem falar ou tocar o cão-guia enquanto ele estiver guiando alguém.
Atualmente, existem 4 instituições grandes no Brasil que treinam cães-guia e apenas 10 animais são disponibilizados por ano em função da falta de investimentos. De acordo com o presidente do Cão Guia Brasil, George Domaz Harrison, a atividade de cão-guia é relativamente nova no Brasil e as instituições que treinam têm dificuldade em obter verba, já que o treinamento de um animal para essa finalidade é longo e caro.

“O ideal seria que o governo criasse linhas de fomento para que essa atividade fosse ampliada. Hoje, existe um projeto de lei tramitando para que toda a despesa relacionada ao cão-guia possa ser abatida em imposto de renda. Se esse projeto for aprovado, com certeza várias empresas se interessarão em patrocinar”, acredita George.

Segundo George, vender esse tipo de animal é inviável porque é preciso traçar o perfil do cachorro e do deficiente para verificar a compatibilidade entre eles. No caso de Camila, ela fez a inscrição para ganhar umo cão guia durante uma campanha promovida pelo programa Mais Você, da Rede Globo.
Treinador George auxilia Camila e Puca na hora de atravessar a rua (Foto: Arquivo pessoal)Treinador George auxilia Camila e Puca na hora de atravessar a rua (Foto: Arquivo pessoal)
“A altura do cachorro, o tanto que o cachorro aguenta tracionar, a força que ele tem, o peso da pessoa, o ritmo de vida que a pessoa leva e o ritmo de vida do cachorro. Jamais uma pessoa aposentada poderia ficar com a Puca, porque ela é a mil por hora”, explica Camila. Como poucos cães são disponibilizados no país por ano, muitas vezes não um cachorro disponível para determinado usuário. “Para poder vender cão guia, precisaria ter 100 cães em treinamento”, diz George, que gasta em média R$ 30 mil para treinar um animal.

Adaptação entre usuário e cão guia é demorada
Apesar de ter realizado o sonho de obter um cão guia, o processo de adaptação entre Camila e Puca foi longo. No começo, segundo a estudante, Puca só atendia aos comandos do treinador e algumas vezes simplesmente recusava a obedecer seus comandos.

“Durante um mês fiquei com ela e com o treinador. No início tinha que tentar fazer com que ela aceitasse fazer as coisas comigo, pois ela estava acostumada com ele. Era muito cansativo para mim e para ela. Até que um dia dá um clique e de repente o cachorro começa a te levar, ter mais cuidado e desviar das coisas para te proteger”, diz a jovem.

Só a partir desse momento que Puca foi morar definitivamente com Camila. Mesmo assim, o primeiro ano foi marcado por alguns desencontros até chegar a sintonia que as duas têm hoje em dia. “Tem vezes que eu quase não preciso dizer a ela onde estou indo. Ela simplesmente vai e faz. Nesse sentido, isso me deu uma independência e uma autonomia muito maior”.

Veja o que determina a Lei federal n° 11.126, de 27 de junho de 2005

Dispõe sobre o direito do portador de deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.
Art. 1o É assegurado à pessoa portadora de deficiência visual usuária de cão-guia o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo, desde que observadas as condições impostas por esta Lei.
§ 1o A deficiência visual referida no caput deste artigo restringe-se à cegueira e à baixa visão.
§ 2o O disposto no caput deste artigo aplica-se a todas as modalidades de transporte interestadual e internacional com origem no território brasileiro.
Art. 2o (VETADO)
Art. 3o Constitui ato de discriminação, a ser apenado com interdição e multa, qualquer tentativa voltada a impedir ou dificultar o gozo do direito previsto no art. 1o desta Lei.
Art. 4o Serão objeto de regulamento os requisitos mínimos para identificação do cão-guia, a forma de comprovação de treinamento do usuário, o valor da multa e o tempo de interdição impostos à empresa de transporte ou ao estabelecimento público ou privado responsável pela discriminação. (Regulamento)
Art. 5o (VETADO)
Art. 6o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.